Dezenas de camelôs fecharam duas faixas da Avenida Atlântica, na altura do Posto 4, em Copacabana, no fim da tarde desta quinta-feira (16/07), em protesto contra a operação Tolerância Zero, da Prefeitura do Rio. A ação intensifica a fiscalização de regras que já existiam, mas não eram aplicadas: não é mais possível vender milho e queijo coalho na areia, porque o uso de carvão ou gás já era proibido desde o ano passado.
COMO FOI O PROTESTO
A manifestação começou por volta das 17h40, acompanhada de perto por policiais militares em motos e viaturas, e contou com dezenas de motos elétricas usadas pelos vendedores para transportar mercadorias.
Durante o ato, os participantes entoaram palavras de ordem como “somos trabalhadores, não criminosos” e “ão, ão, ão, o camelô não é ladrão”.
Por volta das 19h10, o grupo liberou as pistas no sentido Leme e passou a ocupar duas faixas no sentido Ipanema, em frente ao Copacabana Palace, onde mais de 40 motos elétricas fizeram um buzinaço.
A VOZ DE QUEM TRABALHA NA AREIA
Para os ambulantes, o problema não é a regra, mas a falta de alternativa. “Fomos proibidos de trabalhar. O que queremos é poder trabalhar de forma organizada. Desde ontem, por volta das 22h, eles começaram a recolher toda a nossa mercadoria”, afirmou Júlio César Viana, de 43 anos.
Ele vende camisas e bolas de futebol na altura do Posto 3 para custear a faculdade de Medicina.
O CONTRASTE NA ORLA
O protesto contrastou com o cenário observado pouco antes em outro trecho da praia. Em frente ao Copacabana Palace, o calçadão permaneceu sem ambulantes durante toda a tarde, sob fiscalização de agentes da Seop e com policiamento ostensivo.
Imagens de drone mostraram a orla completamente livre de vendedores no local.
O QUE MUDOU
A operação começou na madrugada de quinta-feira, com a instalação de grades nos acessos às praias da Zona Sul e o reforço da fiscalização contra o comércio irregular.
No primeiro dia, a medida alterou a rotina de Copacabana, com a retirada dos vendedores de alimentos tradicionais, apreensões de mercadorias e forte presença de agentes públicos ao longo da orla.
Um juiz federal de Miami condenou o presidente venezuelano Nicolás Maduro, o empresário Alex Saab, integrantes do alto escalão do governo da Venezuela e o chamado Cartel dos Sóis ao pagamento de US$ 314 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão) em indenizações a três cidadãos norte-americanos que foram presos e t0rtur4dos no país. A decisão foi proferida à revelia, após os acusados não apresentarem defesa em uma ação movida em 2025, e é considerada a maior indenização já concedida por tribunais dos Estados Unidos em um caso semelhante.
Segundo a sentença, Jerrel Kenemore, Jason Saad e Edgar José Marval foram detidos arbitrariamente e submetidos a espancamentos, choques elétricos, isolamento, privação de alimentos e outras formas de tortura antes de serem libertados, em 2023, durante uma troca de prisioneiros entre Washington e Caracas envolvendo o empresário Alex Saab. O juiz entendeu que os abusos configuraram atos de t3rrorism0 internacional e determinou a indenização com base na legislação antiterrorismo dos Estados Unidos.















































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