Vinte e cinco anos depois do 11 de Setembro, Khalid Sheikh Mohammed, apresentado pelos Estados Unidos como um dos principais organizadores operacionais dos atentados, continua sem ter sido julgado. O julgamento está agora previsto para 2028 e uma das confissões mais importantes da acusação acaba de ser excluída por um juiz militar, que concluiu que as declarações prestadas ao FBI em 2007 não podem ser separadas dos anos de tortura a que Mohammed foi submetido pela CIA.
Mohammed passou mais de três anos em prisões secretas, foi submetido a waterboarding 183 vezes, privação prolongada de sono e outras formas de violência física e psicológica. Perante o problema óbvio de levar a tribunal uma confissão obtida nestas condições, as autoridades enviaram uma equipa do FBI para o interrogar novamente, procurando obter uma confissão “limpa”. O juiz concluiu agora que não estava limpa coisa nenhuma. Os efeitos da coerção anterior continuavam presentes e uma das peças que a própria acusação considerava fundamentais acaba de cair.
Isto seria apenas mais uma demonstração do desastre jurídico criado pela CIA se o próprio 11 de Setembro não continuasse cheio de episódios mal explicados. A Comissão oficial reconheceu que, no Verão de 2001, “o sistema estava a piscar a vermelho”. Mais de quarenta relatórios relacionados com Bin Laden chegaram aos níveis superiores da administração norte-americana antes dos ataques. Dois dos futuros sequestradores, Nawaf al-Hazmi e Khalid al-Mihdhar, já eram conhecidos dos serviços de informações, entraram nos Estados Unidos e viveram no país durante meses sem serem travados. Anos depois do relatório que supostamente encerrara o assunto, o FBI continuava a investigar, através da Operation Encore, quem os tinha ajudado e até onde chegava essa rede de contactos.
Entre os vários episódios que ficaram mal explicados está o dos chamados “Five Dancing Israelis”. No próprio dia dos atentados, cinco cidadãos israelitas ligados à Urban Moving Systems foram detidos depois de uma testemunha ter denunciado homens que filmavam as Torres Gémeas em chamas enquanto celebravam o que estava a acontecer em cima de uma carrinha. Não foi uma história inventada vinte anos depois na Internet. O caso passou para a contra-espionagem do FBI, as instalações da empresa foram investigadas, computadores e documentos foram apreendidos e o proprietário da Urban Moving Systems regressou entretanto a Israel antes de ser interrogado.
Os cinco homens permaneceram detidos durante cerca de 71 dias antes de serem deportados por infracções relacionadas com imigração. Depois de regressarem a Israel, alguns apareceram num programa televisivo apresentado por Yair Lapid, que viria a ser primeiro-ministro de Israel em 2022. Confrontado com aquilo que tinham estado a fazer naquela manhã, Oded Ellner respondeu, segundo a tradução posteriormente transmitida pela ABC News: “O nosso objectivo era documentar o acontecimento.” Na mesma entrevista contou que tinham sido interrogados sobre suspeitas de ligação à Mossad.
Meses depois, o Forward publicou, citando um antigo alto responsável norte-americano informado sobre a investigação, que pelo menos dois dos cinco teriam sido considerados ligados a uma operação da Mossad e que a Urban Moving Systems poderia ter funcionado como cobertura para actividades de vigilância. Israel negou. A investigação não estabeleceu publicamente que os cinco tivessem conhecimento antecipado dos atentados. O que nunca ficou particularmente bem explicado foi o resto: o comportamento observado naquela manhã, a razão para estarem a filmar, a frase sobre o “objectivo” de documentar o acontecimento, a investigação de contra-espionagem e a natureza exacta da operação que estaria a ser conduzida nos Estados Unidos. Curiosamente, um episódio que mobilizou a contra-espionagem do FBI acabou durante anos tratado como se a própria referência ao assunto fosse uma teoria da conspiração.
É precisamente esse o problema. A versão pública do 11 de Setembro foi sendo reduzida a uma história praticamente fechada: Bin Laden decidiu, Khalid Sheikh Mohammed planeou, 19 homens executaram e os serviços norte-americanos falharam. Só que os próprios documentos oficiais mostram avisos anteriores, futuros sequestradores já conhecidos pelos serviços, informação que misteriosamente não chegou onde deveria chegar, redes de apoio investigadas muitos anos depois, operações de contra-espionagem pouco discutidas e documentação que permaneceu classificada durante décadas. A história pode ter uma versão oficial. Isso não lhe confere automaticamente a qualidade de versão completa.
Entretanto, em nome do 11 de Setembro fizeram-se guerras, criaram-se prisões secretas, institucionalizou-se a tortura, expandiu-se a vigilância em massa e restringiram-se liberdades civis. Para tudo isso, as certezas chegaram depressa. Para esclarecer completamente quem sabia o quê, quem ajudou quem e como foi possível que tantas coisas acontecessem simultaneamente sem que ninguém conseguisse evitá-las, aparentemente 25 anos ainda não chegaram.
E agora sabemos que até uma das principais confissões do homem apresentado como organizador operacional dos ataques não pode ser usada porque o próprio Estado norte-americano decidiu torturá-lo antes de conseguir julgá-lo.
Ao fim de um quarto de século, talvez a questão já não seja por que razão ainda há quem desconfie da versão oficial. Talvez seja como é que, perante tantas pontas soltas, ainda há tanta gente que não desconfia de nada.
"JACK, VOCÊ É UM MONSTRO, VOCÊ VAI TER QUE PAGAR AS CONSEQUÊNCIAS, SUA VADIA MALDITA!" - Em 2007, um episódio que chocou os moradores de Porto Velho teve início após um momento de descontrole doméstico que afetou quem não podia se defender. Certo de que responderia unicamente perante o judiciário, o homem decidiu se entregar às autoridades, sem prever o código rigoroso que dita a convivência atrás das grades. Ao tomarem ciência da gravidade do ocorrido, os outros detentos impuseram uma convivência de extrema tensão, transformando cada dia em uma realidade desconcertante. O relato sincero feito anos depois expõe os bastidores desse cenário.
Ele tinha 11 anos, e a polícia dizia que já era temido no bairro.
Poucas semanas depois, uma sequência de mortes terminaria com o próprio menino assassinado.
O nome dele era Paulo Henrique da Paz Silva, conhecido em Itabela, na Bahia, como PH do Dapezão.
Segundo a Polícia Civil, seu histórico era difícil de associar à idade que tinha.
Havia registros relacionados a roubos, assaltos, porte de arma e até suspeita de participação em homicídio.
Mas Paulo tinha menos de 12 anos.
E isso criou um impasse.
Um delegado chegou a relatar que houve discussão sobre retirá-lo daquele ambiente, mas a legislação impedia que uma criança de sua idade recebesse internação socioeducativa como um adolescente.
Enquanto isso, Paulo continuava andando com um grupo de jovens de aproximadamente 13 a 20 anos.
E então uma espécie de contagem regressiva começou.
6 de dezembro de 2018
O grupo foi atacado a tiros.
Darles Santos Marinho, de 19 anos, morreu.
9 de dezembro
Adenivan Grigório da Silva, de 15 anos, foi retirado de casa por criminosos.
Foi encontrado morto em um matagal.
22 de dezembro
Chegou a vez de Paulo Henrique.
Durante uma festa de paredão, o menino de 11 anos foi atacado e morto a golpes de madeira.
23 de dezembro
Jadson Chagas dos Santos, de 20 anos, apontado como suspeito da morte de Paulo, também foi assassinado.
Quatro mortes ligadas ao mesmo círculo em questão de dias.
Na época, a Polícia Civil investigava a atuação de diferentes facções criminosas em Itabela.
Mas o caso deixou uma questão ainda mais difícil.
Como uma criança de 11 anos chega ao ponto de ser conhecida pela polícia, circular armada e viver cercada por jovens envolvidos em crimes violentos?
É fácil olhar apenas para aquilo que Paulo Henrique teria feito.
Muito mais difícil é perguntar:
como ninguém conseguiu interromper esse caminho antes que fosse tarde demais?
Quero uma resposta direta: um caso como esse representa principalmente falha da família, falha do Estado ou consequência de uma comunidade dominada pela violência?
Quando o crime organizado decide quem pode trabalhar, a liberdade já foi embora
Wallace e Rose trabalhavam para sustentar a família e tinham um sonho simples, mas enorme: ver o filho se formar em Medicina. Esse projeto de vida foi brutalmente interrompido.
Segundo informações divulgadas pelo programa Cidade Alerta nesta segunda-feira (31), o casal teria sido assassinado por uma organização criminosa após se recusar a pagar uma taxa imposta a comerciantes da região.
Não se trata apenas de mais um caso de violência. Quando criminosos passam a cobrar taxas, controlar o comércio e decidir quem pode trabalhar ou não, o problema deixa de ser apenas segurança pública. É uma afronta direta à liberdade do cidadão e à autoridade do Estado.
O trabalhador que acorda cedo, abre seu comércio e tenta sustentar a própria família não pode ser transformado em fonte de renda de organizações criminosas. E muito menos pode pagar com a própria vida por se recusar a aceitar essa imposição.
O caso ainda está sendo investigado, e cabe às autoridades esclarecer a dinâmica dos homicídios e identificar e responsabilizar os envolvidos. Mas uma coisa é evidente: nenhum país pode considerar normal que famílias inteiras vivam sob a ameaça de criminosos que se comportam como donos de territórios.
O Estado existe justamente para garantir que o cidadão possa trabalhar, empreender e criar seus filhos sem precisar pedir autorização ao crime organizado.
Quando o criminoso cobra, ameaça e mata, não estamos diante de uma simples “disputa entre bandidos”. Estamos diante de uma guerra contra a sociedade.
E quem trabalha honestamente não pode continuar sendo tratado como o lado mais vulnerável dessa guerra.
Antes de aparecer nas redes sociais com cabelos claros, tatuagens, armas e fazendo provocações a facções rivais, Eweline Passos Rodrigues tinha uma vida completamente diferente.
Natural de Tubarão, em Santa Catarina, ela era mãe, trabalhava e chegou a vender trufas e cosméticos para conseguir pagar as contas.
Também trabalhou como alfaiate, abriu uma pequena empresa de promoção de vendas e chegou a cursar Direito, pagando a faculdade com o dinheiro que ganhava vendendo doces.
Mas, em 2022, a vida de Eweline mudou depois de um episódio de violência cometido pelo então companheiro.
Segundo relatos atribuídos à própria Eweline, ela foi vítima de uma tentativa de feminicídio e acabou sendo atingida por uma facada que perfurou seu pulmão.
Ela precisou passar por uma cirurgia e, durante a recuperação, chegou a publicar um vídeo mostrando o dreno no peito e pedindo que o homem fosse localizado.
Foi depois desse episódio que começou uma transformação radical na vida dela.
Eweline deixou Santa Catarina e foi para o Rio de Janeiro. Pouco tempo depois, passou a se aproximar do crime organizado e teria entrado para o Comando Vermelho, atuando na região da Gardênia Azul, na Zona Oeste.
A mulher que antes aparecia vivendo uma rotina familiar começou a construir uma nova imagem nas redes sociais.
Cabelos claros, tatuagens, joias e fotografias segurando armas pesadas passaram a fazer parte de suas publicações. Eweline também passou a mostrar uma rotina ligada ao tráfico e a fazer referências à facção da qual fazia parte.
E essa exposição acabou chamando a atenção das autoridades.
Em 2023, ela foi presa em flagrante em Santa Catarina com aproximadamente 7 quilos de cocaína, que, segundo as investigações, seriam levados para Tubarão. Depois, foi colocada em liberdade.
No ano seguinte, voltou a ser presa, desta vez por suspeitas envolvendo porte ilegal de arma e associação criminosa.
Posteriormente, passou a usar tornozeleira eletrônica, mas rompeu o equipamento duas vezes e acabou se tornando foragida. A partir daí, o nome “Diaba Loira” ganhou ainda mais força.
Ela passou a ser conhecida não apenas entre criminosos, mas também nas redes sociais, onde reunia dezenas de milhares de seguidores.
Em vídeos e fotografias, aparecia exibindo armas e fazendo provocações.
Em determinado momento, porém, aconteceu uma mudança que seria decisiva para seu destino. Eweline rompeu com o Comando Vermelho e passou a declarar apoio ao Terceiro Comando Puro, o TCP.
A mudança de lado aconteceu em meio a uma disputa territorial cada vez mais intensa entre grupos rivais no Rio de Janeiro.
E aquilo que antes eram publicações nas redes sociais passou a ter consequências ainda mais perigosas.
Em julho de 2025, Eweline já estava oficialmente na lista de procurados da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Havia contra ela mandados relacionados a crimes como tráfico e organização criminosa, além de medidas judiciais que ela teria descumprido.
Mesmo sendo procurada, ela continuava aparecendo nas redes sociais. Em uma das frases que publicou, chegou a afirmar:
“Não me entrego viva, só saio no caixão.”
Naquele momento, Eweline já havia deixado de ser apenas uma mulher que fugira de uma história de violência doméstica. Ela havia se tornado uma personagem conhecida dentro da guerra entre facções do Rio.
E então chegou 14 de agosto de 2025.
Naquele período, regiões como Campinho e Fubá, na Zona Norte do Rio, estavam vivendo uma sequência de confrontos entre integrantes do Comando Vermelho e do Terceiro Comando Puro.
Durante a madrugada, a violência aumentou. Eweline estava ligada ao TCP depois de ter rompido com o CV.
Horas depois, uma mulher que havia passado a expor sua vida no crime nas redes sociais seria encontrada morta.
O corpo de Eweline foi localizado na Rua Cametá, em Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ela estava enrolada em um lençol e apresentava marcas de tiros na cabeça e no tórax.
A morte aconteceu justamente durante a escalada de violência envolvendo os dois grupos criminosos.
A Polícia Militar confirmou que havia ocorrido um confronto entre integrantes do CV e do TCP naquela região, e a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) passou a investigar as circunstâncias da morte.
Por causa da troca de facção, Eweline havia passado a ser considerada alvo também de antigos aliados. A trajetória de Eweline, portanto, terminou muito distante daquela vida que ela levava em Santa Catarina.
Ela começou como mãe, trabalhadora e estudante que vendia trufas para pagar a faculdade. Sobreviveu a uma tentativa de feminicídio. Depois deixou seu estado, e então, entrou para o mundo do crime.
Aos 28 anos, estava morta.
Na noite de 16 de janeiro de 2025, a cidade de Medianeira, no oeste do Paraná, foi abalada por um dos crimes mais brutais já registrados na região. Rosemar Vinck, de 45 anos, conhecida como Rose, foi morta e teve o corpo esquartejad dentro da casa de um cliente, no bairro Condá.
Rosemar trabalhava como garota de programa. Segundo relatos de amigas à Polícia Civil, ela havia combinado um horário e um valor com um homem identificado como Stenio Biesdorf Martendal, então com 23 anos, estudante universitário, e foi até a residência dele de carro por aplicativo.
Como Rosemar não deu mais notícias, as amigas desconfiaram e registraram boletim de ocorrência por desaparecimento. A Polícia Civil rastreou o celular da vítima até o endereço de Stenio, no bairro Condá. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o suspeito nervoso, com marcas pelo corpo e manchas de sangue.
Dentro da residência, os investigadores localizaram o corpo mutilado de Rosemar. Algumas partes do corpo estavam dentro de um balde com soda cáustica, enquanto a cabeça e o tronco haviam sido deixados em um saco plástico.
Segundo a Polícia Civil do Paraná, o suspeito teria iniciado um processo de saponificação, técnica química que transforma a gordura corporal em um composto ceroso semelhante ao sabão, na tentativa de destruir vestígios do crime.
Stenio confessou o crime e, segundo a Polícia Civil, alegou que a motivação foi uma discordância sobre o valor cobrado por Rosemar após o programa.
Ele teria afirmado que a vítima ameaçou denunciá-lo por estupr caso não pagasse a quantia exigida, e disse ter "perdido a cabeça" na discussão.
Stenio foi preso em flagrante por feminicídio e ocultação de cadáver cerca de 24 horas após o crime.
Em fevereiro de 2025, o Ministério Público do Paraná formalizou denúncia contra ele por homicídio qualificado, com qualificadoras de feminicídio e emprego de meio cruel, além de ocultação de cadáver na modalidade tentada.
Segundo a promotoria, o crime teria sido motivado por discriminação de gênero. A Justiça aceitou a denúncia e o réu segue preso preventivamente, aguardando julgamento pelo Tribunal do Júri.
"EU NUNCA VOU PARAR DE LUTAR, NUNCA!" - Em 2016, uma jovem da periferia de Belém viu sua rotina mudar radicalmente após uma gravação viralizar e ganhar proporções gigantescas. O episódio gerou grande repercussão, questões legais e uma repentina transformação de sua imagem pública, transformando-a em um fenômeno da internet com presença marcante em eventos populares e até mesmo na corrida eleitoral. No entanto, essa exposição acelerada também atraiu tensões intensas e frequentes situações de risco. Conforme a pressão aumentava, sua caminhada passou por momentos de profunda apreensão.
A massoterapeuta Ana Raquel Santos da Trindade viveu sob um ciclo contínuo de agressões e ameaças de m0rt3 perpetradas por seu ex-namorado, Renato Patrick Machado de Menezes, na cidade de Florianópolis (SC).
Ao longo do relacionamento e após o término, a v1t1m4 registrou 20 boletins de ocorrência contra o agr3ss0r e denunciou episódios graves de c4rc3r3 privado, esp4nc4m3ntos e v10l3nc14 s3xu4l. Apesar do extenso histórico formalizado junto às autoridades locais, a Justiça negou o pedido de medida protetiva de urgência formulado pela mulher, deixando-a desprovida de amparo estatal.
No dia 16 de novembro de 2014, Renato inv4diu novamente o imóvel de Ana Raquel para ameaçá-la. Diante da invasão do domicílio e com o intuito de defender a própria vida e a de seu filho, a massoterapeuta reagiu efetuando 12 d1sp4r0s de 4rm4 de f0g0 contra o inv4sor, dos quais 9 o at1ng1ram.
O homem foi socorrido, mas veio a falecer aproximadamente duas semanas após o confronto. Mesmo atuando em contexto de sobrevivência, Ana Raquel foi detida em flagrante pelas forças policiais e permaneceu 24 dias em prisão preventiva, sendo posteriormente denunciada pelo cr1m3 de h0m1cíd1o.
Em 17 de novembro de 2016, o caso foi submetido ao Tribunal do Júri no Fórum de Florianópolis. Durante a sessão de julgamento, o próprio promotor de Justiça, Andrey Cunha Amorim, solicitou a absolvição sumária da ré.
O Ministério Público de Santa Catarina reconheceu formalmente a omissão do aparato estatal na concessão de proteção à v1t1m4 e sustentou que a conduta da acusada esteve respaldada pela legítima defesa. Por unanimidade, o conselho de sentença acolheu a tese e absolveu a ré das acusações de h0m1cíd1o e porte ilegal de 4rm4, tornando o caso uma referência jurídica sobre a falha das instituições na prevenção à v10lênc14 doméstica.
"Tem pessoa grande envolvida no desaparecimento e essas pessoas estão fugindo e a polícia tá indo atrás", revelou um dos relatos mais perturbadores sobre o paradeiro de Ágatha e Michael. Enquanto novos depoimentos apontam crianças bem vestidas com um casal e boatos garantem que foram resgatadas e levadas a um abrigo secreto, a mãe segue sem nenhuma confirmação oficial. O mototaxista precisou ir à TV provar que não mentiu, e advogados denunciam falhas graves na fiscalização de rodoviárias e aeroportos, enquanto pistas cruzam estados de São Paulo ao Piauí.
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